Competência


No Nosso colégio pratica-se um ensino de excelência que, nos últimos anos, tem sido comprovado pelas posições alcançadas nos rakings nacionais. Todos os processo de ensino e aprendizagem tem vindo a ser progressivamente centrado nos alunos num grande cuidado com cada um, as suas necessidades e as suas características com uma preocupação real de os transformar em construtores do seu conhecimento e principais atores no desenvolvimento da sua personalidade.

Para potenciar esta excelência, preocupamo-nos em desenvolver nos nossos alunos capacidades indispensáveis a uma boa aprendizagem.

- Desenvolver a inteligência

Desde que uma criança entra no Colégio de S. José, seja qual for a sua idade, a nossa primeira preocupação está relacionada com o desenvolvimento da sua inteligência.
Está muito arraigada a ideia de que nascemos com a inteligência que possuiremos ao longo da nossa vida, e que esta resulta apenas da capacidade das nossas células cerebrais, determinada pelo ADN herdado dos nossos pais. No entanto, a investigação, nomeadamente a que tem sido realizada com gémeos verdadeiros (univitelinos) que têm exatamente o mesmo ADN mas foram criados em ambientes muito diversos (por exemplo, adotados por famílias muito diferentes) tem provado amplamente que essa capacidade inata pode ser desenvolvida através dos estímulos e das vivências que recebemos. Não se conseguiu determinar qual a percentagem da influência dos estímulos do meio ambiente, mas sabe-se que é muito grande.

Esta é a razão pela qual nos preocupamos em criar situações pedagógicas desafiantes, permitindo às crianças que raciocinem sobre elas, confrontem os seus raciocínios com os das outras crianças, encontrem caminhos próprios para responder às situações, sendo o papel do educador, em qualquer nível de ensino, o de desafiar, colocar questões interessantes, coordenar e orientar o debate de ideias, fazer sugestões, ajudar a ampliar e sistematizar conhecimentos, mas nunca substituir-se à criança na resolução dos seus problemas, nem no da construção do seu conhecimento.

Expressões como: “O que achas que podias fazer para resolver o teu problema?”
ou “e se experimentasses fazer isto …?, “queres ir falar com aquele menino e ver como é que ele pensou?” substituem, na relação aluno/professor,educador outras do tipo: “Faz assim”, ou “eu vou explicar esta matéria e mostrar como se resolve este tipo de exercícios e os meninos, em casa, vão estudar e resolver os exercícios, do mesmo tipo, que vêm no Manual”.

A matemática é uma disciplina chave nesta matéria. Pode ser ensinada rotineiramente, até por um professor que explica muito bem a matéria, mas que não sabe estimular o raciocínio dos alunos. No nosso Colégio, consideramos que uma boa aula é aquela em que se coloca uma situação problemática, se dá tempo para que os alunos possam pensar e ensaiar processos diversos para a sua resolução e de seguida se promove um debate entre os alunos que apresentam a toda a turma e ao professor as formas de resolução encontradas e as defendem, fundamentando-as. Esta forma de ensinar matemática tem sido utilizada em muitos países, incluindo Portugal, com excelentes resultados. É também importante a existência de espaços para a sistematização dos conhecimentos entretanto descobertos pelos alunos, e ainda para que estes aprendam a dominar as técnicas (de cálculo, de medição, …). Mas esse aspeto não está especificamente relacionado com o desenvolvimento do raciocínio, pelo que falaremos dele numa outra oportunidade.

- Aprender a pensar

Aprender a pensar pela sua cabeça é uma outra vertente, relacionada com a anterior, que nos preocupamos em desenvolver.

A atitude dos nossos educadores/professores é a de estimular as crianças a, bem cedo, manifestarem a sua opinião de forma pensada e refletida e a expressarem as razões que a fundamentam. Tal não quer dizer que se faça sempre o que elas pensam, mas devem sentir que a sua opinião é importante e, se não é seguida, devem perceber porquê, dialogando com o educador ou debatendo sobre ela com os seus companheiros.

Neste aspeto, o ensino precoce da filosofia pode desempenhar um papel importante. Tal a razão pela qual esta disciplina é ensinada, de uma forma adequada à idade, desde os primeiros anos do Ensino Básico. Através deste ensino, as crianças aprendem a refletir sobre questões, a expressar as suas opiniões e a discuti-las, usando a argumentação, com os seus companheiros e o professor.
O facto de a vida do Colégio ser debatida em assembleias de turma e de escola ajuda igualmente as crianças a refletirem sobre a sua vida como comunidade e a tomarem decisões que têm consequências para elas.

- Aprender a comunicar

Vivemos numa sociedade na qual a comunicação é mais importante do que em qualquer outro momento da História. Saber fazê-lo com correção, convicção e impacto é uma competência que assume, na época atual, a maior relevância.

A primeira condição para que tal aconteça é um bom conhecimento da língua portuguesa falada e escrita, nomeadamente como primeiro e mais essencial veículo de comunicação. A esta área será dada a maior atenção ao longo de todos os níveis de escolaridade existentes no Colégio.

A competência no Inglês é outra das nossas preocupações. O facto de o Colégio de S. José ter ensino bilingue português/inglês, com aulas diárias e outros espaços (animação de recreios e algumas tempos de Educação Física) falados nessa língua, vai proporcionar aos nossos alunos uma grande facilidade de comunicação num mundo cada vez mais globalizado.

A partir de um certo desenvolvimento do ensino de cada uma destas línguas, os alunos organizam portefólios, escolhendo produtos elaborados por eles que considerem significativos. Textos, notícias escritas a propósito de algum acontecimento, análises de textos literários são alguns dos produtos que podem aparecer nos portefólios. Estes produtos podem ser melhorados, de acordo com as sugestões dos professores, ou substituídos por outros que entretanto fizeram e considerem mais interessantes. A elaboração de portefólios tem-se revelado como um instrumento importante na excelência da aprendizagem.
Para além de tudo isso, desde o Jardim de Infância, os nossos alunos são convidados a fazerem apresentações, dos mais diversos tipos, sobre: projetos que desenvolveram, descobertas que realizaram, programas pessoais para eleições dos representantes dos alunos e das mesas das assembleias de turma e escola, etc.. Contam com o apoio dos professores, não só para cuidarem da qualidade do conteúdo, como para aprenderem as técnicas mais adequadas, escritas, orais, visuais, informáticas, que lhes servem de veículo e suporte.
As intervenções em debates são também aproveitadas para que possam aprender a intervir com assertividade, ou seja, com convicção mas sem agressividade.

- Aprender a pesquisar
Se é nossa prioridade ensinar os nossos alunos a construírem o seu conhecimento, é indispensável que aprendam a pesquisar, com rigor e autonomia.

Durante a Educação Pré-escolar, as crianças ensaiam os primeiros passos nesse domínio, fazendo pequenas experiências na área das Ciências da Natureza e pequenas pesquisas, apoiadas pelo adulto, em livros adequados à sua idade e na Internet.

Ao longo do 1.º Ciclo do Ensino Básico, os alunos aprendem formas simples de pesquisa sociológica (entrevista, inquérito), de pesquisa bibliográfica, incluindo a histórica, de pesquisa experimental, realizando as primeiras experiências científicas com controlo de variáveis. As áreas do saber nas quais aprendem a fazer os diversos tipos de pesquisa são as que se encontram no currículo nacional com a designação de Estudo do Meio, ou seja: a História e Geografia de Portugal e as Ciências da Natureza.

No 2.º Ciclo do Ensino Básico, todas estas formas de pesquisa são desenvolvidas a propósito da realização de projetos que abrangem as diversas disciplinas, em conjunto ou separadamente.

- Aprender a aprender

Tudo o que até aqui referimos, nesta rúbrica dedicada à Competência, culmina numa ideia central: os alunos aprendem tudo isto para se tornarem competentes nos diversos domínios do currículo, para aprenderem a pensar e dominarem técnicas de comunicação e de pesquisa, mas também, e diremos mesmo que especialmente, para aprenderem a construir, autonomamente, o seu conhecimento e adquirirem as competências necessárias para o continuarem a fazer ao longo da sua vida, muito para lá dos anos que passam no Colégio de S. José. Só assim irão ser capazes de se realizarem em plenitude, como pessoas, como profissionais competentes e como cidadãos intervenientes na sociedade em que se inserem.





Uma recente investigação da equipa EDEA da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa, na qual foi analisado o nível em leitura das crianças de quatorze turmas de 2.º Ano, entre as quais a do nossa Colégio, esta sobressaiu de todas as outras, como se pode ver no seguinte gráfico de bigodes




Vejamos igualmente um quadro elaborado pelo Ministério da Educação no qual se comparam os resultados do nosso Colégio com os resultados nacionais nas últimas Provas de Aferição.

Legenda: C - Conseguiu / CM - Conseguiu mas / RD - Revelou dificuldade / NC - Não conseguiu